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sexta-feira, 18 de maio de 2007

O Ministério Cristão (Diáconos e Presbíteros)

O Ministério Cristão – Diáconos e Presbíteros
Leitura: 1 Tm 3.1-16

Deus tem um plano para cada um de nós. Este plano é perfeito e inclui a nossa salvação em Jesus Cristo (2 Ts 2.13) e também a nossa capacitação para lhe servirmos. Paulo escreve em 2 Co 5.18-20 que Deus nos reconciliou por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação e em Rm 1.5, diz que por meio de Cristo recebemos graça e apostolado, ou seja, o plano de Deus inclui, além da salvação, uma obra para cada um de nós fazermos. Pedro afirma que somos “o povo adquirido ... para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9).
O Novo Testamento apresenta o ministério do serviço como uma marca de toda a igreja, isto é, como uma conduta normal para todos os discípulos (Mt 20.26-28; Lc 22.26-27). Entretanto, alguns são chamados para exercerem funções e atribuições específicas na Casa de Deus. Neste estudo, nos ateremos ao diácono e presbítero.

DIÁCONO - A palavra "diácono" vem de diakonos que é encontrada algumas 30 vezes no Novo Testamento. Palavras semelhantes são diakonia (ministério ou diaconato) e diakoneo (servir ou ministrar). "Diácono" quer dizer "atendente" ou "servo". A mesma palavra descreve escravos, empregados e obreiros voluntários. A ênfase não está na posição da pessoa, mas no servo em relação ao seu trabalho.
Os diáconos, ou servos, na Bíblia incluem servos domésticos (Jo 2.5,9), e governantes (Rm 13.4), mas os usos mais comuns são de servos de Cristo e da igreja. Jesus usou a palavra para descrever seus discípulos, um em relação aos outros (Mt 23.11), e Paulo usou a mesma palavra freqüentemente para descrever evangelistas ou pregadores da palavra (1 Co 3.5; Ef 6.21). Estes termos, nos usos gerais, descrevem tanto homens como mulheres (Lc 10.40; Rm 16.1). Todos os cristãos devem servir uns aos outros (1 Pe 4.10).
Pela natureza da palavra e o contexto da função, se vê que os diáconos cumpriam uma função de serviços secundários, ajudando aos Presbíteros numa localidade, atendendo às necessidades da congregação (At 6.1-6), talvez ajudando no recolhimento das ofertas (1 Tm 3.8) e outras funções administrativas (1 Tm 3.12). Foram escolhidos para servir à igreja (At 6.1-6), sob a supervisão dos apóstolos. Realizavam também a tarefa de evangelismo (At 6.1-3; 8.12).
Alguns diáconos: Timóteo (1 Ts 3.2; 1 Tm 4.6), Tíquico (Cl 4.7), Epafras (Cl 1.7), Paulo (1 Co 3.5) e o próprio Cristo (Rm 15.8). A diaconia bíblica não se caracteriza por poder e proeminência mas por serviço ao próximo, por cuidados pastorais. Embora todos os cristãos devem servir a Deus (Rm 6.22-23) e uns aos outros (Mc 10.42-45), o diácono é um servo com um trabalho definido para fazer na igreja (veja At 6.1-5 como exemplo deste tipo de serviço). Era um cargo diferente do presbítero (Fp 1.1).
Estas qualidades são necessárias para ser diácono na igreja do Senhor (1 Tm 3.8-12):

· Irrepreensível (3.8): notável pelo seu comportamento sério e pela confiança que os outros têm nele.
· De uma só palavra (3.8): convicto e fiel ao que diz (Ef 4.11-16).
· Não inclinados a muito vinho (3.8): quem bebe não tem reto juízo (Pv 31.4-5; Is 28.7).
· Não cobiçosos, honesto (3.8): que não cairia na tentação da riqueza.
· Ter a consciência limpa (3.9): um servo fiel de acordo com a palavra de Cristo (veja 1 Co 4.1-2).
· Primeiramente experimentados (3.10): deve ser aprovado antes de assumir a função, não depois.
· Aprovados na família (3.12): Deve ser fiel à esposa e cuidadoso com a vida espiritual de seus filhos. Ser marido e pai é um serviço adequado para provar o caráter do homem de Deus (veja Ef 5.22-6.4).

O bom serviço do diácono resulta em ainda mais confiança e respeito dos outros e no crescimento espiritual do diácono (3.13). Os verdadeiros diáconos devem servir bem e com excelência, auxiliando os Pastores e Presbíteros em diversos aspectos do trabalho da Igreja, com a finalidade de adquirir uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus (1 Tm 3.13).

PRESBÍTEROS - Os presbíteros (episkopos) tinham várias funções: que pregavam e ensinavam (1 Tm 3.2; 5.17; Tt 1.9), oravam e ungiam os enfermos (Tg 5.14), dirigiam igrejas (1 Pe 5.2; 1 Tm 5.17). Segundo o relato de Lucas sobre a origem e expansão do Cristianismo, os presbíteros já estavam presentes na igreja de Jerusalém (At 11.30, 14.23, 15.2,4,6-23), onde eram constituídos de cidade em cidade (Tt 1.5). Tiago e Pedro em suas epístolas gerais, dirigem-se aos presbíteros (1 Pe 5.1,2; Tg 5.14). Paulo dirige-se a eles e os chama de bispos (episkopos), outra palavra empregada para designar este mesmo cargo (At 20.28).
Não se sabe quem eram e como foram escolhidos esses presbíteros – provavelmente pela imposição de mãos (At 6.6; 13.3; 1 Tm 4.14; 5.22) - mas certamente foram consagrados pela igreja sob orientação do Espírito Santo e conforme suas qualificações. Parece que atuavam de maneira semelhante aos anciãos das comunidades judaicas e do Sinédrio (At 11.30; 15.2-6.22-23; 16.4; 21.18).
Se algum homem deseja ser presbítero, deseja um encargo nobre e importante (1 Tm 3.1). É necessário, porém, que o obreiro seja chamado por Deus e essa aspiração seja confirmada pela Palavra de Deus (3.1-10; 4.12) e pela igreja (3.10). A igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou chamada.
Quem na igreja comete graves pecados morais, desqualifica-se para o exercício pastoral e para qualquer posição de liderança na igreja local (cf. 3.8-12). Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela graça de Deus, mas perderam a condição de servir como exemplo de perseverança inabalável na fé, no amor e na pureza (4.11-16; Tt 1.9). Já no AT, Deus expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de elevados padrões morais e espirituais. Se falhassem, seriam substituídos (ver Gn 49.4; Lv 10.2; 21.7,17; Nm 20.12; 1Sm 2.23; Jr 23.14; 29.23). (Pv 6.32,33). O exemplo de Davi (2Sm 11.1-21; 12.9-15) não é justificativa para a pessoa continuar à frente da igreja de Deus, mesmo tendo violado os padrões já mencionados. Ele era rei e não sacerdote (muitos reis foram extremamente ímpios). Davi não teria as qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no governo do seu próprio lar, tornou-se homicida e derramou muito sangue (1Cr 22.8; 28.3).

Qualidades exigidas do presbítero (1 Tm 3.1-7; Tt 1.6-9; At 6.1-3):

· Irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6,7): Os padrões bíblicos do presbítero são principalmente morais e espirituais. O caráter íntegro é mais importante do que personalidade influente, dotes de pregação, capacidade administrativa ou graus acadêmicos. O enfoque das qualificações ministeriais concentra-se no comportamento daquele que persevera na sabedoria divina, nas decisões acertadas e na santidade devida.
· Vigilante, sóbrio, honesto, moderado (1 Tm 3.2; Tt 1.7,8)
· Hospitaleiro (1 Tm 3.2; Tt 1.8)
· Apto para ensinar, sábio (1 Tm 3.2; Tt 1.9; At 6.3)
· Não dado ao vinho (1 Tm 3.3; Tt 1.7)
· Não cobiçoso (1 Tm 3.3; Tt 1.7): Seu caráter deve demonstrar o ensino de Cristo em Mt 25.21 de que ser “fiel sobre o pouco” conduz à posição de governar “sobre o muito”.
· Aprovado na sua família (1 Tm 3.4,5; Tt 1.6): marido de uma mulher (fiel – não polígamo) e governe bem sua casa.
· Não seja neófito (1 Tm 3.6; Tt 1.7): é preciso ser experimentado para não se ensoberbecer.
· Obediente (Tt 1.6)
· Ter bom testemunho (1 Tm 3.7; At 6.3): O líder cristão deve ser, antes de mais nada, “exemplo dos fiéis” (4.12,15; Tt 2.7; 1 Pe 5.3). Isto é: sua vida cristã e sua perseverança na fé podem ser mencionadas perante a congregação como dignas de imitação.
· Santo, cheio do Espírito Santo (Tt 1.8; At 6.3)
· O obreiro deve ser fiel (1 Co 4.1,2).

Devem ser dignos de honra duplicada os que dedicam à Palavra e ao ensino (1 Tm 5.17-19).

Sites consultados em (15/05/07):


http://www.ebdweb.com.br/licoes/licao5_0103.htm
http://www.estudosdabiblia.net/bd65.htm
http://www.estudosdabiblia.net/tim5.htm
http://www.vivos.com.br/306.htm

Obras Consultadas:
STAMP, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de janeiro: CPAD, 1995.
GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo, Vida Nova: 1999 1ª edição.
DUFFIELD, Guy P.; CLEAVE, Nathaniel M Van. Fundamentos da Teologia Pentecostal. São Paulo: Quadrangular, 1991.

Um comentário:

Julio Ribeiro Rocha disse...

Venho me deleitando lendo este trabalho abençoado de autoria do evangelista Carlos Kleber Maia, que por sinal, é meu pastor na Assembléia de Deus, setor XV, Natal/RN.
Natal, 23/01/2011. 21:21 hs.
Júlio Ribeiro